Do meu lado de fora da casinha


A estrela vai brilhando

Dia de São Jorge, 23h30 mais ou menos, Praça da Bandeira, dilúvio. Eu, de carona com Marcinho e Jô, fora da casinha. No som, Roberto Ribeiro canta “Estrela de Madureira”, Quando me dou conta de que nos dirigíamos para a Ilha do Governador, peço ao Marcinho que pare pois eu vou pegar um táxi (queria minha cama, meus gatos, meu chuveiro, todos em Ipanema). Num retorninho, o táxi para ao lado, Jô pergunta se ele me leva a Ipanema, ele concorda, eu desço correndo do carro, faço a baldeação e informo o endereço. Cinco minutos, eu continuo com a música na cabeça. Detalhe: essa é uma das minhas músicas preferidas, top ten. Comento com o motorista que agora a música vai ficar me martelando até que eu possa ouvi-la de novo e como não a tenho em casa, vou até sonhar com ela. Ele pergunta qual é a música. Respondo: “Estrela de Madureira, estava tocando no carro do meu amigo quando eu desci.”. “Não seja por isso”, ele respondeu, solícito, “eu canto para você”.

E cantou a música inteirinha, com direito aos meus aplausos depois.


Escrito por Vicki às 08h57
[   ] [ envie esta mensagem ]




Será que nossas preces foram atendidas?

  

Dando uma geral no meu e-mail, ressuscitei um recebido por vocês com o convite para participar deste nobre blog. Desta feita, resolvi fazer uma modesta contribuição aos convivas desse espaço virtual. Vamos conhecer a novidade que vai fazer a alegria de pinguços de plantão e/ou ocasião. São as latas que gelam sozinhas, isso mesmo!!  Leiam:

"Lata que gela sozinha chega ao Brasil"

Na onda da Copa Coréia-Japão, o Brasil deverá ser o segundo país do mundo a adotar uma invenção coreana: latinhas inteligentes de cerveja e refrigerante, que gelam o produto em 15 segundos sem precisar de geladeira. A lata inventada pelo sul-coreano Suh Woo-Gil é sucesso e funciona com uma serpentina interna de metal, que contém gás refrigerador e é acionada assim que o anel da lata abre. A temperatura passa de 30ºC para 4º C imediatamente. A Ice Tec do Brasil, do empresário João de Almeida Lira, pretende licenciar e ofertar o produto. "O invento é um sucesso na Ásia, e o Brasil foi escolhido para ser o segundo país a receber o produto. Temos confiança que a escolha da Ice Tec Incorporation foi acertada", diz Lira, destacando as características do país, onde o consumo de bebidas refrigeradas é grande, especialmente no verão. Woo-Gil levou 16 anos para desenvolver a lata até chegar a um preço e um resultado favoráveis. Por isso, Lira não teme a competição com a lata convencional. "O preço para a produção de cada latinha pode variar entre 8 e 12 centavos de dólar. Uma lata comum custa em média 7 centavos de dólar", diz Lira.

Tenho a impressão que nossas preces foram atendidas. Eu quero a minha latinha!! 



Escrito por Flávio às 02h32
[   ] [ envie esta mensagem ]




Detesto gente pessimista!

Jamais usariam uma camisa dessas. Pessimismo? Tô fora!



Escrito por Zé às 16h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Rauuullllll.....

Vocês que ficam aí fazendo cara de nojo, achando que essas porcarias só acontecem com a gente, cachaceiros fubangos? Pois é, nem mesmo uma estrela de Hollywood escapa dessas, viram? Um paparazzi flagrou o Keanu Reeves depois de sair da casinha. Vejam só:



Escrito por Zé às 16h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Meus porres inesquecíveis (2)

Esse foi um dos maiores que já tomei na vida. Altamente escatológico. Foi no feriado de uma eleição, aquela em que Jânio Quadros ganhou a prefeitura de São Paulo, derrotando o FHC. Fui acampar em Visconde de Mauá com uns amigos, levando uma daquelas barracas tipo “motoqueiro”, bem pequenas, pois fui na desagradável situação de solteiro no meio de casais. Montamos nosso acampamento na beira do Rio Preto ao lado de uma colina. Subindo o morro, passando por um mata-cavalos (ou mata-burros, como alguns chamam) , havia uma birosca aonde fui tomar umas e outras assim que e sol se foi. Pedi uma dose da tradicional cachaça local, a "Capelinha". Papo vai papo vem, descubro que o dono da birosca era uma argentino, militante trotskista que estava exilado. Peço outra dose, enquanto conversávamos sobre nossos sonhos revolucionários para a América Latina. O argentino se empolgou com a conversa e abriu uma garrafa de Capelinha dizendo: o papo tá bom e, dessa garrafa, metade é por minha conta. Entornamos toda a mardita: uma dose pro Allende, outra pro Che, uma a mais pro Bolívar....Daí em diante, só me restaram algumas lembranças vagas, acrescidas de relatos de terceiros. Me enturmei num grupo de campistas próximos, bebi, cantei, sambei, azarei. Até que meus amigos acharam que era hora de me resgatar. Descemos o morro em pleno breu, todos tropeçaram e cairam em algum momento, exceto a minha pessoa, que inclusive passou pelo mata-cavalos como se ele não existisse. Entrei na minha barraca e, como era de se esperar, o mundo começou a girar. Gemidos de sexo nas barracas vizinhas me deixaram meio incomodado, e resolvi então tomar um banho de rio pra dar um tempo na doideira alcoólica e no desejo. Saí da barraca e me perdi no breu da noite. Mal enxergava um palmo sequer a frente do nariz. Não achei o rio, mas me enfiei num brejo onde levei inúmeros tombos até achar o caminho de volta à barraca. Minha sandália ficou perdida por lá. Depois de um tempo que não sei precisar, consegui voltar: descalço, suado, sujo, elameado. Entrei na barraca e deitei com a cabeça no sentido oposto ao zíper. Então veio o inevitável: o vômito. Busquei desesperadamente o zíper, para colocar a cabeça pra fora e vomitar, mas o zíper estava do outro lado. Vomitei dentro da barraca mesmo, encharcando roupas e cobertas. Me virei pro lado oposto e desmaiei. Imaginem vocês o estado em que acordei. Depois de um banho e uma limpeza geral, fui tentar recuperar minhas sandálias. Achei o brejo com facilidade, mas não tive coragem de entrar. Era meio um “lixão” dos campistas, repleto de latas enferrujadas e cacos de garrafas e vidros diversos. Olhei meu corpo pra ver se não tinha algum corte.Confesso que naquele momento o meu ateísmo sofreu um sério abalo. Eu estava intacto! Refiz o trajeto até a birosca, para rever o local do crime. Várias pessoas que jurava nunca ter visto na vida me cumprimentavam com sorrisos irônicos. Um carinha falou: “- Aí, tem como me descolar um pouco daquele negócio que você tomou ontem?” . “-A Cachaça?, perguntei. E ele, meio indignado: “Ah, qualé meu chapa, vai me dizer que aquilo de ontem foi só cachaça? Abre o jogo aí...”. Me saí com uma evasiva e voltei pra birosca, onde comecei o dia bebendo uma cerveja bem gelada, usufruindo das vantagens que o meu jovem corpo ainda podia me oferecer àquela época.Bons tempos, aqueles!

Escrito por Zé às 22h43
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Nós fizémos isso?!?!?!?
  02/10/2005 a 08/10/2005
  14/08/2005 a 20/08/2005
  07/08/2005 a 13/08/2005
  10/07/2005 a 16/07/2005
  26/06/2005 a 02/07/2005
  19/06/2005 a 25/06/2005
  12/06/2005 a 18/06/2005
  05/06/2005 a 11/06/2005
  29/05/2005 a 04/06/2005
  22/05/2005 a 28/05/2005
  15/05/2005 a 21/05/2005
  08/05/2005 a 14/05/2005
  24/04/2005 a 30/04/2005
  17/04/2005 a 23/04/2005
  03/04/2005 a 09/04/2005
  27/03/2005 a 02/04/2005
  20/03/2005 a 26/03/2005
  13/03/2005 a 19/03/2005
  06/03/2005 a 12/03/2005
  27/02/2005 a 05/03/2005
  20/02/2005 a 26/02/2005


Nossas casas virtuais
  Eu sou fubanga...
  Pentimento
  Do meu lado de dentro
  O meu fusca fala!
  Sexo, cachaça e samba&choro
  Melodia Infinita
  La vie en blues
  Samba meu
  Dedos das Moças
  Primeira Pessoa
  Navegar Impreciso